Pregador, ex-definidor, europeu. No século se chamava Tomás Rodrigues, natural e batizado na freguesia de Santa Marinha de Gaia, Bispado do Porto. Filho legítimo de Domingos Rodrigues Gaia, natural e batizado na freguesia de Santa Maria de Quiteães, termo de Barcelos, Arcebispado de Braga, e de sua mulher Petronilha de Almeida, natural de Gaia e batizada na freguesia de Santa Marinha. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Agostinho de São José. Tomou o hábito para frade do coro no Convento de São Boaventura de Macacu, aos 12 de 5 de 1750, sendo guardião Fr. Arcângelo de Santo Antônio Sá. Professou com este prelado e no mesmo convento, aos 13 de junho de 1751. Foi nomeado colegial para o estudo de filosofia aberto no Convento de São Francisco de São Paulo, sendo mestre Fr. Boaventura de São Salvador Cepeda, o qual saiu eleito para este magistério no capítulo de 25 de setembro de 1751. Com patente do Ministro Provincial Fr. Arcângelo de Santo Antônio Sá, tomou todas as Ordens em São Paulo, no mês de dezembro (a de Missa a 26) de 1755. E lhas conferiu Dom Fr. Antônio da Madre de Deus Galrão, OFM, bispo da dita cidade. Saiu eleito pregador na congregação intermédia de 21 de abril de 1759. No capítulo de 24 de janeiro de 1761 foi nomeado confessor de seculares. Nomearam-no superior da aldeia de São Miguel na congregação intermédia de 24 de julho de 1762. Saiu eleito em guardião do Convento de São Luís de Itu no capítulo de 28 de janeiro de 1764. Ficou secretário da Província na congregação intermédia de 27 de julho de 1765. No capítulo de 27 de janeiro de 1770 foi eleito guardião do Convento de São Boaventura de Macacu. Ficou confirmado no mesmo emprego e convento na congregação intermédia de 27 de julho de 1771. Na congregação intermédia de 30 de julho de 1774 tornou a sair eleito em guardião do Convento de São Boaventura de Macacu. Esta guardiania, por causa da sustação do capítulo, durou três anos e meio. Na congregação intermédia de 8 de maio de 1779 foi eleito guardião do Convento de São Francisco de Vitória. Por causa da sustação que tornou a haver, foi guardião dois anos, três meses e tantos dias. Saiu eleito definidor da Mesa por Breve do Núncio Apostólico de Portugal, passado aos 20 de maio de 1781. Tomou posse na Província, em 21 de agosto do mesmo ano. Em 1782, por comissão do Ministro Provincial Fr. José dos Anjos Passos visitou os dois conventos da capitania do Espírito Santo (Vitória e Penha). Em 1784, por delegação do visitador geral Fr. Justo da Natividade visitou todos os conventos do Sul. No capítulo de 21 de agosto de 1784, foi eleito guardião do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Ficou confirmado no mesmo emprego e convento na congregação intermédia de 25 de fevereiro de 1786. Estando de licença, se recolheu enfermo ao Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1790. No mesmo dia, depois de receber todos os sacramentos, faleceu. Está enterrado na quadra, em que se sepultam os religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 861.