Pregador, ex-definidor, europeu. No século se chamava Manuel Rodrigues, natural e batizado na freguesia de São Salvador de Grijó, termo da Feira e bispado do Porto. Filho legítimo de Manuel João e de sua mulher Luzia Rodrigues, ambos naturais e batizados na sobredita freguesia. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Francisco da Purificação (1757-1761). Tomou o hábito no Convento de São Boaventura de Macacu, sendo guardião Fr. José das Neves, aos 23 de junho de 1760. Professou no mesmo convento, sendo guardião Fr. José da Madre de Deus Rodrigues, em 1º de novembro de 1761. Foi nomeado colegial para o estudo de filosofia que no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro leu o Ir. ex-leitor de teologia Fr. Antônio da Anunciação. Entretanto, acabado o ano da lógica, foi mudado para o Convento de São Francisco de São Paulo a continuar o estudo que estava lendo o Lente Fr. João Capistrano de São Bento. Aos 25 de janeiro de 1766 tomou Ordens de Missa no Rio de Janeiro, com patente do Ministro Provincial Fr. Inácio da Graça (1764-1767), e lhas conferiu o Exmo. Sr. Dom Fr. Antônio do Desterro, OSB (1745-1773), 6º bispo da dita cidade. Saiu eleito pregador na congregação intermédia de 23 de julho de 1768, e confessor de seculares na congregação intermédia de 27 de julho de 1771. Por impedimento do Pregador Fr. Alexandre de Santa Dorotéia Mourão, eleito presidente do Convento de São Francisco de Vitória no capítulo celebrado a 27 de janeiro de 1770, foi nomeado presidente do dito convento e serviu este lugar ano e meio. Na congregação intermédia de 27 de julho de 1771 saiu eleito em Comissário de Terceiros do Convento de São Francisco de Vitória, sendo confirmado na mesma ocupação no capítulo celebrado a 30 de janeiro de 1773, bem como na congregação intermédia de 30 de julho de 1774. Foi Vigário do Coro e Organista nos conventos de São Paulo, Vitória, Cabo Frio e Macacu: neste último convento esteve todo o ano de 1778, ensinando cantochão aos noviços, e depois serviu também 6 meses de mestre de noviços. Na congregação intermédia de 22 de fevereiro de 1783 foi eleito presidente do Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis). No capítulo celebrado a 25 de agosto de 1787 foi nomeado Comissário de Terceiros, para o Convento de Santo Antônio de Santos, ficou confirmado neste mesmo lugar e convento na congregação intermédia de 28 de fevereiro de 1789 e no capítulo celebrado aos 28 de agosto de 1790, No capítulo celebrado a 31 de agosto de 1793 foi eleito guardião do Convento de São Francisco de Vitória, exercendo juntamente o emprego de Comissário de Terceiros. No capítulo celebrado a 24 de setembro de 1796, atendendo o Definitório e Discretório aos seus serviços, lhe concedeu o privilégio de uma guardiania a mais, e foi eleito Vigário do Coro do Convento de São Francisco de São Paulo, Na congregação intermédia de 24 de março de 1798 saiu eleito companheiro do Comissário de Terceiros do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. A 24 de agosto de 1799 foi empossado dos privilégios de Definidor por Breve do Senhor Núncio. Elegeram-no Comissário de Terceiros do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro no capítulo celebrado aos 28 de setembro de 1799. Saiu para Secretário da Província no capítulo celebrado a 5 de outubro de 1805, ficando confirmado neste mesmo emprego na congregação intermédia de 11 de abril de 1807. Depois de ter recebido todos os sacramentos deu a alma a Deus na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, no dia 1º de julho de 1810. No seguinte dia lhe fizeram os funerais e foi sepultado na quadra dos religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1052.