Pregador, brasiliense. No século se chamava Manuel Antônio da Costa, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora do Rosário da vila de Paranaguá, bispado de São Paulo. Filho legítimo de Manuel Antônio da Costa, natural e batizado na freguesia de Santa Maria de Ribeiros, arcebispado de Braga, e de sua mulher Maria Clara, natural e batizada na sobredita freguesia de Nossa Senhora do Rosário e bispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção (1799-1802). Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 28 de junho de 1801, sendo guardião Fr. José Mariano do Amor Divino. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião, aos 29 de junho de 1802, sendo de idade de 17 anos, pouco mais ou menos e tomando por nome Fr. Manuel de Santo Tomás. Pela congregação intermédia de 7 de abril de 1804 foi admitido ao estudo no Convento de São Francisco de São Paulo, sendo lente o Ex-Leitor de Teologia Fr. Inácio de Santa Justina. Com patente do Ministro Provincial Fr. Joaquim das Santas Virgens Salazar (1805-1808), foi ordenado Sacerdote em São Paulo nos fins de novembro de 1807 e conferiu-lhe as Ordens o Exmo. Sr. D. Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. No capítulo celebrado aos 8 de outubro de 1808, foi eleito confessor de seculares. Foi instituído pregador na congregação intermédia de 14 de abril de 1810. No capítulo celebrado a 12 de outubro de 1811 foi mandado por comissário de Terceiros da vila de Paranaguá. Na congregação intermédia de 24 de abril de 1813 saiu eleito porteiro do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Em 16 de novembro de 1814 transitou para clero secular com Breve Pontifício, no bispado de São Paulo.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1086.
Ano de falecimento igual ou posterior a 1814.