Sacerdote, Brasiliense. No século se chamava José Mendes de Azeredo Coutinho, natural e batizado na freguesia de São José do Rio de Janeiro. Filho legitimo de Anselmo Mendes de Souza, e de sua mulher Maria Grácia (var. Engrácia) de Azeredo Coutinho. Foi admitido à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Henrique de Sant’Ana (1831-1834). Tomou o hábito para frade do coro no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 8 de março de 1834, sendo guardião Fr. Joaquim de Santa Margarida. Professou no mesmo convento e mãos do sobredito guardião, aos 9 de março de 1835. Em 1839 apostatou da Religião por seduções de alguns seculares, seus amigos, e foi residia na cidade de Porto Alegre, Província do Rio Grande do Sul. Em novembro de 1848 o Ministro Provincial Fr. Teotônio de Santa Humiliana (1847-1850), por esforços feitos com o Governo, conseguiu reconduzi-lo para o convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Apresentou-se munido de uma carta de empenho do General Andréa, Presidente da Província do Rio Grande do Sul, pelo que se usou de comiseração com ele e não se lhe aplicou a pena de prisão de cárcere, à qual estava sujeito pelas leis da Província. Com patente do Ministro Provincial Fr. Francisco de São Diogo (1853-1854) foi ordenado sacerdote, a 7 de agosto de 1853 pelo Exmo. Sr. Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo (1839-1863), 9° bispo do Rio de Janeiro. Munido de todos os sacramentos, faleceu na enfermaria do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 7 de agosto de 1854, pelas uma e meia da tarde. Foi sepultado nos jazigos do claustro.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1302.