Pregador, europeu. No século se chamava José Corrêa França, natural e batizado na Sé da cidade de Faro, bispado do Remo dos Algarves. Filho legítimo de Francisco Corrêa Nóbrega, e de soa mulher Joaquina Rosa França, natural e batizada na freguesia de Quelves (Quelfes), ambos moradores na sobredita cidade de Faro. Foi aceito a Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Antônio de Santa Ursula Rodovalho (1808-1811). Tomou o hábito no Convento de São Boaventura de Macacu, a 31 de dezembro de 1808, sendo guardião o Pregador Fr. José de Santa Pudenciana Barradas. Fez profissão para frade do coro nas mãos do Ministro Provincial Fr. Antônio de Santa Ursula Rodovalho no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, sendo guardião o Pregador Fr. João dos Anjos, aos 7 de janeiro de 1810, tendo de idade 20 anos, pouco mais ou menos, e tomando por nome Fr. José de Jesus Maria. Na congregação intermédia de 14 de abril de 1810 entrou no estudo de filosofia, aberto no Convento de São Francisco de São Paulo, tendo por lente de Artes o Ex-Leitor de Vésperas Fr. João do Espírito Santo. Foi ordenado Sacerdote no Rio de Janeiro em setembro de 1814, com patente do Ministro Provincial Fr. Alexandre de São José Justiniano (1811-1814). Conferiu-lhe todas as Ordens o Exmo. Sr. Dom José Caetano da Silva Coutinho (1806-1833) 8º bispo do Rio de Janeiro e Capelão-Mor. No capítulo celebrado a 15 de outubro de 1814 foi nomeado confessor de seculares e pregador. Em 15 de outubro de 1819 faleceu subitamente afogado em sangue no lazareto (leprosário) da Ilha das Enxadas (Guanabara), onde era capelão. Jaz na quadra dos religiosos no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1122.