Pregador, Brasiliense. No século se chamava Joaquim Moraes Bueno, natural e batizado a 14 de abril de 1796 na freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos (Guarulhos, SP). Filho legítimo de Bento Francisco Xavier Bueno, e de sua mulher Joaquina Maria Leme de Moraes, ambos naturais e batizados na sobredita freguesia, bispado de São Paulo. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Alexandre de São José Justiniano (1811-1814). Tomou o hábito no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 14 de setembro de 1814, sendo guardião Fr. Francisco de São Carlos. Fez profissão para frade do coro no mesmo convento, sendo guardião Fr. Antônio do Bom Despacho Macedo, aos 15 de setembro de 1815. No capítulo celebrado a 18 de abril de 1818 foi admitido ao estudo de filosofia no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, sendo Lente Fr. Henrique de Sant’Ana. Com patente do Ministro Provincial Fr. José Carlos de Jesus Maria Desterro (1818-1821) foi ordenado sacerdote a 29 de outubro de 1820, pelo Exmo. Sr. Dom José Caetano da Silva Coutinho (18061833), 8° bispo do Rio de Janeiro. No capítulo celebrado a 20 de outubro de 1821 foi admitido ao estudo da teologia. Por aviso de 7 de março de 1823 expedido pela Secretaria de Negócios da Marinha, foi nomeado Capelão da fragata Niterói, tendo-se oferecido voluntariamente para este ministério. Na congregação intermédia de 26 de abril de 1823 foi instituído pregador e confessor de seculares. No capítulo celebrado a 5 de fevereiro de 1825 foi eleito presidente e comissário de Terceiros para o convento de São Francisco em São Paulo. Na congregação intermédia de 5 de agosto de 1826 saiu eleito presidente do convento da Senhora do Amparo em São Sebastião; não exerceu esta presidência. No capítulo celebrado a 9 de agosto de 1828 elegeram-no guardião do convento de Santo Antônio em Santos. Na congregação intermédia de 13 de fevereiro de 1830 foi eleito presidente do convento de São Luis de ltu; mas em lugar de exercer este emprego preferiu ser coadjutor de uma freguesia, por provisão do Exílio. Senhor Bispo de São Paulo, Dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade. Tendo-se recolhido para o convento de Santa Clara em Taubaté, aí ficou presidente in capite em fevereiro de 1834. No capítulo celebrado a 23 de agosto de 1834, foi eleito guardião e comissário de Terceiros para o mesmo convento de Taubaté, sendo reeleito nestes empregos no mesmo convento nos subsequentes capítulos e congregações intermédias, até o capítulo de 1847. Neste capítulo de 30 de outubro foi eleito guardião do convento de Santo Antônio em Santos. Renunciou esta guardiania. Em sessão definitorial de 23 de junho de 1848 elegeram-no guardião e comissário de Terceiros para o convento de Santa Clara em Taubaté; cargos que foi exercendo ininterruptamente até a sua morte. Aos 5 de dezembro de 1868 faleceu na freguesia de Santa Cruz de Paiolinho (Redenção da Serra, SP). No dia seguinte seu corpo foi sepultado no convento de Santa Clara em Taubaté.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1333.