Pregador, ex-definidor, ex-Ministro Provincial, brasiliense. No século se chamava João Antunes de Oliveira, natural e batizado na freguesia de São Sebastião de Itapuí, bispado do Rio de Janeiro. Filho legítimo de José Antunes de Oliveira e de sua mulher Antônia de Menezes Coutinho. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Manuel da Encarnação. Tomou o hábito no Convento de São Boaventura de Macacu, sendo guardião Fr. José da Madre de Deus Rodrigues, aos 25 de março de 1762. Professou no dito convento com o mesmo guardião, aos 5 de abril de 1703, Foi admitido ao estudo de filosofia no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, sendo Ministro Provincial Fr. José dos Anjos (1767-1770) e mestre o lente Fr. José de Santa Maria Mascarenhas. Foi ordenado Sacerdote na cidade da Bahia no ano de 1770, pelo Exmo. Sr. Arcebispo Dom Fr. Manuel de Santa Inês, com letras do Ministro Provincial Fr. Inácio de Santa Rita Quintanilha. Foi eleito pregador e confessor de seculares na congregação intermédia de 30 de julho de 1774. Elegeram-no presidente do Convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio, no capítulo celebrado a 21 de agosto de 1784. Como discreto deste mesmo convento assinou em 1785 e 1786. Foi eleito guardião do Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis), aos 4 de novembro de 1790. No capítulo celebrado aos 24 de setembro de 1796 saiu eleito guardião do Convento de Nossa Senhora da Penha. Na congregação intermédia de 24 de março de 1798 elegeram-no guardião do Convento de São Boaventura de Macacu. Foi eleito definidor da Mesa no capítulo celebrado em 28 de setembro de 1799. No capítulo celebrado aos 2 de outubro de 1802, saiu eleito Ministro Provincial. Enfermando de uma apoplexia tomou os últimos Sacramentos e deu a alma a Deus na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, dia 18 de agosto de 1806. Sepultou-se logo, por mandato do médico. Jaz no cemitério dos religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1017.