Confessor, Vigário Provincial, Brasiliense. No século se chamava João Eustáquio da Costa, natural e batizado na freguesia de Sant’Ana do Rio de Janeiro. Filho legítimo de João Félix da Costa, natural de Portugal, e de sua mulher Luzia Emília da Costa, natural do Rio de Janeiro. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Prilidiano do Patrocínio (1841-1847). Tomou o hábito para frade do coro no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 17 de maio de 1845, sendo guardião Fr. Miguel de Santa Rita. Fez profissão no mesmo convento e mãos do referido guardião, aos 20 de setembro de 1846, ao completar 16 anos. Com patente do Ministro Provincial Fr. Miguel de Santa Rita (1850-1853) foi ordenado sacerdote, aos 18 de junho de 1852, pelo Exmo. Sr. Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo (1839-1863), 9° bispo do Rio de Janeiro. No capítulo celebrado de 28 de maio de 1853 foi eleito confessor de seculares. Na congregação intermédia de 28 de novembro de 1854 elegeram-no presidente do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Exerceu também os ofícios de Mestre de Noviços e Procurador Geral. Foi eleito guardião do referido convento de Santo Antônio, por 3 meses, pela renúncia que fez do emprego Fr. Prilidiano do Patrocínio, por ser Definidor sub-rogado. No capítulo celebrado a 1° de março de 1856 foi eleito unanimemente guardião do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Foi-lhe também concedida uma guardiania de privilégio em atenção aos relevantes serviços prestados no exercício dos empregos de presidente e Procurador Geral, nos quais dera inequívocas provas de zelo e probidade. Na congregação intermédia de 12 de setembro de 1857 foi confirmado na mesma guardiania. No dia 29 de outubro de 1858 renunciou à guardiania e foi eleito Secretário da Província, lugar que se achava vago. No capítulo celebrado a 12 de março de 1859 foi eleito Custódio da Província. Pela morte do Ministro Provincial Fr. Antônio do Coração de Maria, foi eleito Vigário Provincial, aos 2 de julho de 1870. Esta eleição foi aprovada e confirmada pelo Senhor Núncio Apostólico Dom Sanguigno, aos 15 de julho de 1870 e teve o Beneplácito Imperial na data de 28 de março de 1871. Serviu de vigário encomendado da freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Vila Velha, ES, de 1870 a 1877. A partir de 1885 até a morte exerceu o ofício de comissário de Terceiros do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Aos 26 de abril de 1899 acolheu no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro 3 Religiosos do convento do Sagrado Coração de Jesus em Petrópolis, a saber: Fr. Crisólogo Kampmann, Fr. Diogo de Freitas, sacerdotes e Fr. Patrício Tuschen, irmão leigo. Incorporou-os à Província: os dois primeiros por ato público, publicado no “Diário Oficial” de 6 de junho de 1899, e o último recebendo-lhe a profissão solene aos 19 de março de 1901. Ainda no ano de 1899 foi condecorado pela Santa Sé com as honras de Protonotário Apostólico e Custódio de Jerusalém. Dom Carlos I, rei de Portugal, lhe conferiu a encomenda da Ordem de Cristo. Aos 7 de dezembro de 1909, às 5:30 horas da tarde faleceu na sua habitual residência (propriedade da Ordem Terceira da Penitência) à rua da Carioca, tendo recebido o sacramento da Unção. Seu corpo foi embalsamado a expensas da referida Ordem Terceira e, feitas as exéquias solenes às 9 horas da manhã do dia 9 na igreja do convento, sepultado na necrópole da mesma Ordem no cemitério da Praia do Caju.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1341.