Pregador, brasiliense. No século se chamava Francisco do Valle Viana, natural e batizado na Sé da cidade de São Paulo. Filho legítimo de João do Valle Viana, natural de Viana, arcebispado de Braga, e de sua mulher Isabel da Silva, natural da cidade do Rio de Janeiro. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Manuel da Encarnação (1761-1764). Tomou o hábito no Convento de N. P. São Francisco de São Paulo, sendo guardião o Ex-Leitor de Prima Fr. Inácio de Santa Teresa Mariano, aos 18 de março de 1762. Professou no mesmo convento e com o mesmo prelado, aos 19 de março de 1763. Foi admitido ao estudo de filosofia, neste mesmo convento, sendo Ministro Provincial Fr. José dos Anjos (1767-1770) e Lente o lr. Ex-Leitor de teologia Fr. Bernardino de Sena. Com patente deste mesmo Ministro Provincial se ordenou de Sacerdote no Rio de Janeiro pelo Exmo. Bispo Diocesano o Senhor D. Fr. Antônio do Desterro, OSB (1745-1773), a 5 de agosto de 1769. Saiu eleito pregador e confessor de seculares na congregação intermédia de 30 de julho de 1774. Serviu de pró-Comissário de Terceiros do Convento de São Francisco de São Paulo nos anos de 1787 e 1793. Em 1788 assinou como pró-discreto do Convento de Santo Antônio da vila de Santos. Na congregação intermédia de 3 de março de 1792 foi eleito presidente do Convento de São Francisco de São Paulo. De 1795 a 1797 foi Comissário de Terceiros deste mesmo convento. O estado atual de uma agudíssima enfermidade removeu dos maiores emprego; da Província este Religioso tão benemérito pelo brilho de suas virtudes, e que em todo o espaço de seus dias um verdadeiro ornamento de nossa l:amlia. Padeceu por muitos anos com uma resignação tanto mais heroica quanto parecia mais incompatível com o seu extraordinário tormento. Terminou enfim sua brilhante carreira deixando à sociedade civil e religiosa um nome que não se acabará facilmente, porque ele soube imortalizá-lo e fazê-lo sobressair ao mesmo esquecimento do túmulo. Os seus últimos instantes foram lições de uma piedade sublime: não se podia ocultar em seu semblante a graça dos Sacramentos que ele recebeu com a humildade mais enérgica e com aquela confiança que só é permitida a um amigo voltando aos braços de seu Amigo. Faleceu a 15 de setembro de 1816 no Convento de N. P. São Francisco de São Paulo. Jaz enterrado no capítulo deste mesmo convento... é um ponto escondido na face do Senhor até o dia da manifestação de sua glória.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1097.