Pregador, europeu. No século se chamava Caetano de Almeida, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Mesquitela, termo de Linhares e bispado de Guarda. Filho legítimo de João de Almeida e de sua mulher Maria Cardoso, ambos da mesma freguesia, termo e bispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de Sant’Ana Flores (1793-1796). Tomou o hábito a 23 de junho de 1795, no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, sendo guardião Fr. José de São Joaquim Cardoso. Professou a 21 de junho de 1796, no mesmo convento e com o mesmo guardião, sendo de idade de 22 anos incompletos e tomando por nome Fr. Caetano da Boa Morte, que pelo prelado lhe foi confirmado. Foi admitido ao estudo de filosofia a 28 de setembro de 1799, e teve por mestre o Ex-Leitor de Prima Fr. Joaquim de Santa Leocádia. Com patente do Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção (1799-1802), tomou ordem de Presbítero no Rio de Janeiro a 30 de novembro de 1799, conferidas pelo Exmo. Sr. Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, bispo da dita cidade. No capítulo celebrado a 2 de outubro de 1802 foi eleito confessor de seculares. Foi instituído pregador no capítulo celebrado a 5 de outubro de 1805. No capítulo celebrado a 8 de outubro de 1808 saiu eleito Comissário de Terceiros para o Convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio, mas não foi exercitar o ofício. Faleceu na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, a 3 de dezembro de 1809, tendo recebido todos os sacramentos. Jaz sepultado na quadra dos religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1037.