Pregador, europeu. No século se chamava Antônio Feliciano Pereira da Costa, natural e batizado na freguesia da Sé da cidade de Faro, Reino de Algarve. Filho legítimo do desembargador Salvador Pereira da Costa, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Praia da cidade e arcebispado da Bahia, e de sua mulher D. Vitória Berarda Marciana da Costa, natural e batizada na matriz de Vila Nova e Praça de Portimão bispado do Algarve. Foi aceito pelo Ministro Provincial Fr. João de São Francisco Mendonça (1802 1805). Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 20 de novembro de 1802, sendo guardião o Ir. ex-definidor Fr. Fernando Antônio de Santa Rita. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião, aos 21 de novembro de 1803, sendo de idade de 2... anos e tomando por nome Fr. Antônio de Santo Elias. Com patente do sobredito Ministro Provincial Fr. João de São Francisco Mendonça foi ordenado Sacerdote em São Paulo a 12 de fevereiro de 1804. Conferiu-lhe todas as Ordens o Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Foi instituído confessor de seculares na congregação intermédia de 7 de abril de 1804. Na congregação intermédia de 11 de abril de 1807 foi admitido ao estudo; mas não teve efeito esta nomeação. No capítulo celebrado a 12 de outubro de 1811 foi eleito pregador por dispensa do Exmo. Sr. Núncio Apostólico. No capítulo celebrado a 20 de outubro de 1821 lhe deram os privilégios de uma presidência e uma guardiania em remuneração dos seus serviços que pela sua arte (era o rei dos organistas do Rio de Janeiro do seu tempo) tem feito à Província. Acabou transitando para o clero secular depois do ano de 1824.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1148.
Ano de falecimento igual ou posterior a 1824.