Pregador, europeu. No século se chamava Antônio Madeira do Couto, filho legítimo de José Madeira e de sua mulher Ana Maria, todos naturais de Palmeia. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Luís de Santa Rosa. Tomou o hábito no Convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio, sendo guardião Fr. José de Jesus Maria, aos 31 de outubro de 1734. Professou no mesmo convento, sendo guardião Fr. Domingos de Belém, dia 1º de novembro de 1735. Entrou no estudo de filosofia no Convento do Senho Bom Jesus da Ilha, por ordem do Bispo Reformador Dom Fr. Antônio de Guadalupe, OFM, sendo mestre Fr. Arcângelo de Santo Antônio Sá. Com patente do Ministro Provincial Fr. Lucas de São Francisco, se ordenou em Pernambuco: presbiterato a 4 de abril de 1741. Conferiu-lhe todas as ordens Dom Fr. Luís de Santa Teresa, OCD, Bispo daquela diocese. Saiu nomeado pregador na congregação intermédia de 27 de julho de 1743. Foi eleito confessor de seculares no capítulo de 7 de agosto de 1745. No mesmo capítulo o elegeram Comissário de Terceiros do Convento de Santo Antônio de Santos. No capítulo de 25 de setembro de 1751 o nomearam missionário para as partes do norte. Com Fr. Tomás das Chagas subiu até as cabeceiras do rio Muriaé, RJ, onde aldearam grande número de índios coroados. Na congregação intermédia de 24 de abril de 1756 tornou a ser nomeado missionário. Elegeram-no companheiro do superior da Aldeia de Nossa Senhora da Escada no capítulo de 24 de janeiro de 1761. No capítulo celebrado a 28 de janeiro de 1764 foi nomeado porteiro do Convento de Santa Clara de Taubaté. Ficou confirmado neste lugar e convento na congregação intermédia de 27 de julho de 1765. Na congregação intermédia de 23 de julho de 1768 saiu eleito guardião do dito Convento de Santa Clara de Taubaté. No capítulo de 27 de janeiro de 1770 foi nomeado companheiro do porteiro do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro. No capítulo celebrado a 30 de janeiro de 1773 elegeram-no guardião do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, porém renunciou este emprego. Este religioso padeceu várias moléstias, por cuja causa veio para a enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Estando nela alguns anos, faleceu com todos os sacramentos, no dia 8 de julho de 1783. Está sepultado na quadra onde se enterram os religiosos que morrem neste convento.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 768.