Lente, ex-definidor, europeu. No século se chamava Antônio José, natural e batizado na freguesia de São Tomé de Negrelos, arcebispado de Braga. Filho legítimo de Luís Duarte, natural e batizado na freguesia de São Miguel das Aves, arcebispado de Braga, e de sua mulher Teresa Machado, natural e batizada na freguesia de São Pedro de Roriz. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Manuel da Encarnação. Tomou o hábito no Convento de São Boaventura de Macacu, aos 29 de maio de 1761, sendo guardião Fr. José da Madre de Deus Rodrigues. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião, aos 29 de setembro de 1762. Entrou no estudo de filosofia do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, por mandato do Ministro Provincial Fr. José dos Anjos, sendo mestre o lr. Ex-Leitor de Teologia Fr. José de Santa Maria Mascarenhas. Foi ordenado Sacerdote no Rio de Janeiro, em 5 de agosto de 1769, com patente do Ministro Provincial Fr. José dos Anjos, e lhe conferiu as Ordens o Exmo. Sr. Dom Fr. Antônio do Desterro, bispo da dita cidade. Na congregação intermédia de 30 de julho de 1774 saiu eleito pregador e passante para o estudo de filosofia do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. No capítulo celebrado a 13 de dezembro de 1777 foi eleito confessor de seculares. Na congregação intermédia de 8 de maio de 1779 elegeram-no lente de teologia para o estudo do convento do Senhor Bom Jesus da Ilha. Foi nomeado mestre de moral para a explicar no Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis) no capítulo celebrado a 6 de outubro de 1781. Na congregação intermédia de 22 de fevereiro de 1783 saiu eleito lente de filosofia para o Convento de São Francisco de Vitória, a ensinar aos estudantes seculares. Em 1º de fevereiro de 1785 foi provisionado de qualificador do Santo Ofício. Aos 21 de fevereiro de 1787, tomando posse o Visitador Geral o Pregador e Ex-definidor Fr. Antônio de São Miguel o nomeou sem secretário, e por delegação do mesmo Revmo. Padre fez a visita dos conventos do Norte. Foi eleito guardião do Convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio, no capítulo celebrado a 25 de agosto de 1787. Na congregação intermédia de 28 de fevereiro de 1795 saiu eleito guardião do Convento de São Boaventura de Macacu. A 11 de julho de 1796 fez renúncia de sua guardiania e em seu lugar se elegeu Fr. Antônio do Monte do Carmo. Poucos dias depois, alegando ser contra a sua renúncia, pôs uma causa na Coroa, pela qual foi provido: tomou posse da guardiania segunda vez, a 18 de setembro de 1796, e votou no capítulo. Na congregação intermédia de 24 de março de 1798 foi designado para explicar moral na varanda do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, porém, renunciou este emprego. Elegeram-no guardião do Convento de São Francisco de Vitória na congregação intermédia de 7 de abril de 1804 No capítulo celebrado aos 5 de outubro de 1805 foi eleito em Definidor da Mesa. Atacado de uma apoplexia, na qual perdeu os sentidos, só pôde receber o Sacramento da Unção. Morreu aos 8 de agosto de 1809 na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Foi sepultado na quadra dos religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1035.