Confessor, europeu. No século se chamava Antônio Lopes, natural da cidade do Porto e batizado na freguesia de São Nicolau da mesma cidade. Filho legítimo de Manuel Fernandes Lopes, natural do lugar dos Ferreiros, freguesia de Santiago de Préstimo, Bispado de Coimbra, e batizado na dita freguesia, e de sua mulher Isabel Maria, natural e batizada na freguesia de São Pedro de Miragaia extramuros da cidade do Porto. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Agostinho de São José. Tomou o hábito para frade do coro no Convento de São Boaventura de Macacu, sendo guardião Fr. Arcângelo de Santo Antônio Sá, aos 15 de abril de 1751. Professou no mesmo convento, sendo guardião Fr. José dos Serafins Amorim, aos 16 de abril de 1752. Pelo Ministro Provincial Fr. Manuel de São Roque foi mandado para o estudo de filosofia no Convento de São Francisco de São Paulo, sendo mestre Fr. Boaventura de São Salvador Cepeda. Entretanto, passados poucos meses arribou do estudo. Com patente do Ministro Provincial Fr. Francisco da Purificação foi ordenado sacerdote no ano de 1758. Conferiu-lhe as Ordens Dom Fr. Antônio do Desterro, OSB, bispo do Rio de Janeiro. Na congregação intermédia de 21 de abril de 1759 saiu eleito mestre de gramática para o Convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, que era casa de recolecção. Entretanto, exercitou este emprego só oito meses. Foi eleito confessor de seculares no capítulo de 24 de janeiro de 1761, e juntamente mestre de gramática para o Convento de Santa Clara de Taubaté. Por ter sido jesuíta antes de ingressar na Ordem dos Frades Menores foi exterminado para o Convento de São Luís de Itu, por ordem do Marquês do Lavradio, vice-rei do Estado, em janeiro de 1773. Daí a um ano com pouca diferença foi mandado por ordem dele recolher-se ao Convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, onde, quando foi exterminado, era morador. No capítulo de 6 de outubro de 1781 foi nomeado porteiro do Convento de São Boaventura de Macacu. Com o mesmo emprego ficou na congregação intermédia de 22 de fevereiro de 1783. No capítulo de 21 de agosto de 1784 foi nomeado porteiro para o Convento de São Boaventura da Ilha Grande (Angra dos Reis). Tornou a ser porteiro no Convento de São Boaventura de Macacu na congregação intermédia de 28 de fevereiro de 1789. Aos 5 de maio de 1796 faleceu repentinamente na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, tendo-se confessado unicamente por devoção na véspera da Ascensão. Foi sepultado na quadra dos religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 900.