Pregador, europeu. No século se chamava Alexandre Gonçalves, natural e batizado na freguesia de Santa Maria de Aboadela, arcebispado de Braga. Filho legítimo de Manuel Gonçalves do Valle, e de sua mulher Maria Ribeiro, naturais e batizados na mesma freguesia e arcebispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de São Francisco Mendonça (1802-1805). Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 14 de novembro de 1802, sendo guardião o Ex-definidor Fr. Fernando Antônio de Santa Rita. Professou no dito convento com o mesmo guardião, aos 21 de novembro de 1803, sendo de idade de 19 a 20 anos e tomando por nome Fr. Alexandre da Glória. Com patente do Ministro Provincial foi ordenado Sacerdote em São Paulo, a 12 de outubro de 1806. Conferiu-lhe todas as Ordens o Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Tinha sido admitido ao estudo de filosofia no Convento de São Francisco de São Paulo, na congregação intermédia de 7 de abril de 1804. No capítulo celebrado aos 8 de outubro de 1808 foi instituído confessor de seculares. Foi eleito pregador na congregação intermédia de 14 de abril de 1810. No capítulo celebrado a 12 de outubro de 1811 saiu eleito presidente do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Na congregação intermédia de 24 de abril de 1813 elegeram-no companheiro do Comissário de Terceiros do mesmo convento. No capítulo celebrado a 15 de outubro de 1814 foi confirmado no mesmo emprego. Na congregação intermédia de 20 de abril de 1816 apresentou um Breve Apostólico, pelo qual lhe foram concedidos pelo Exmo. Sr. Núncio mais 3 anos de continuação. Tendo conseguido do Ministro Provincial Fr. José Carlos de Jesus Maria Desterro (1818-1821) licença para tratar de negócios de sua casa, em uma das viagens que fez a São Paulo, apresentou em 13 de janeiro de 1821 ao Exmo. Sr. Bispo desta cidade um Breve Apostólico, pelo qual transitou para o clero secular.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1129.
Ano de falecimento igual ou posterior a 1821.