Pregador, europeu. No século se chamava Vicente Marques Ribeiro, natural e batizado na freguesia de São Mamede de Valongo, bispado do Porto. Filho legítimo de Manuel Fernandes de Souza e de sua mulher Maria Marques Ribeiro, ambos naturais da mesma freguesia e bispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de Sant’Ana Flores (1793-1796). Tomou o hábito no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, aos 18 de março de 1794, sendo guardião Fr. José Mariano do Amor Divino. Professou a 19 de março de 1795, no mesmo convento e com o mesmo guardião, sendo de idade de 23 anos mais ou menos, e tomando por nome Fr. Vicente de São José. Entrou no estudo de filosofia do Convento de São Francisco de São Paulo, sendo lente o Ex-Leitor de teologia Fr. Joaquim de Santa Leocádia. Com letras do Ministro Provincial Fr. Joaquim de jesus Maria Brados (1796-1799), tomou Ordens de Presbítero a 6 de agosto de 1797 em São Paulo, e lhas conferiu o Senhor Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. No capítulo celebrado a 28 de setembro de 1799, saiu eleito pregador e confessor de seculares. Foi eleito presidente do Convento de Santa Clara de Taubaté na congregação intermédia de 28 de março de 1801, sendo confirmado no mesmo emprego e convento no capítulo celebrado a 2 de outubro de 1802. Na congregação intermédia de 7 de abril de 1804 elegeram-no presidente para o Convento de São Luís de Itu. No capítulo celebrado a 5 de outubro de 1805 saiu eleito porteiro do mesmo Convento de São Luís de Itu, sendo confirmado no mesmo emprego e convento na congregação intermédia de 11 de abril de 1807. Em 1809 abandonou o Convento de Itu, onde era morador. Em 10 de outubro de 1828, já era falecido.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1042.