Pregador, Brasiliense. No século se chamava Manuel Martins Almada, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, bispado do Rio de Janeiro. Filho legitimo de José Martins Almada, e de sua mulher Maria Teresa de Jesus, ambos naturais do Rio de Janeiro. Boi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Antônio de Santa Úrsula Rodovalho (1808-1811). Tomou o hábito no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 7 de setembro de 1810, sendo guardião o lr. Ex-Leitor de Teologia Fr. Teotônio de Nossa Senhora da Guia. Neste mesmo convento fez profissão para frade do coro nas mãos do mesmo guardião, sendo Vigário Provincial Fr. Antônio Agostinho de Sant’Ana (1811), aos 8 de setembro de 1811, sendo de idade de 20 anos completos e tomando por nome Fr. Manuel do Coração de Maria. Na congregação intermédia de 24 de abril de 1813 foi admitido ao estudo de filosofia, aberto no convento de São Francisco de São Paulo, sendo Lente o lr. Passante Fr. Francisco do Monte Alverne. Foi ordenado sacerdote (diaconato a 2 de outubro de 1814) em São Paulo pelo Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. No capítulo celebrado a 18 de abril de 1818 foi nomeado confessor de seculares, pregador, e eleito presidente do convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Na congregação intermédia de 23 de outubro de 1819 elegeram-no porteiro do convento da Senhora dos Anjos em Cabo Frio; não exerceu este emprego. No capítulo celebrado a 20 de outubro de 1821 foi eleito presidente para o convento de São Boaventura da vila de Macacu; logo depois pediu demissão: exercendo interinamente no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, por pouco tempo, de que foi dispensado. Na congregação intermédia de 26 de abril de 1823 foi nomeado presidente do convento da Senhora do Amparo em São Sebastião; não exerceu este emprego. No capítulo celebrado a 5 de fevereiro de 1825 tornou a ser eleito presidente deste mesmo convento; não foi exercer este emprego. Este mesmo capítulo de 1825 lhe concedeu os privilégios de uma presidência. Elegeram-no presidente do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro na congregação intermédia de 5 de agosto de 1826. No capítulo celebrado a 9 de agosto de 1828 saiu eleito guardião do convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, de cujo emprego fez renúncia, que lhe foi aceita a 13 de dezembro do mesmo ano. Munido com todos os sacramentos faleceu a 27 de julho de 1835 no convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis), onde jaz sepultado.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1226.