Confessor, brasiliense. No século se chamava Manuel Corrêa Carneiro, natural e batizado na freguesia do Santíssimo Sacramento da Nova Colônia (Colônia, Uruguai), do bispado do Rio de Janeiro, filho legítimo de Rafael Ribeiro, natural da vila de Amarante e batizado na freguesia de São Veríssimo, e de sua mulher Luciana Corrêa, natural de Lixa e batizada na freguesia de Vila Nova, arcebispado de Braga. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Francisco da Purificação. Tomou o hábito no Convento de São Boaventura de Macacu, sendo guardião Fr. José da Madre de Deus Rodrigues, aos 5 de julho de 1758. Professou no mesmo convento, sendo guardião Fr. José das Neves, aos 24 de junho de 1760. Foi ordenado Sacerdote (no Rio de Janeiro?), com patente do Ministro Provincial Fr. Manuel da Encarnação, no ano de 1763, e lhe conferiu as ordens o Exmo. Sr. Dom Fr. Antônio (do Desterro?). Foi instituído confessor de seculares na congregação intermédia de 27 de julho de 1771. Elegeram-no presidente do Convento de Nossa Senhora do Amparo de São Sebastião na congregação intermédia de 30 de julho de 1774. Neste mesmo convento serviu de presidente in capite de fevereiro até abril de 1776. Na eleição capitular de 13 de dezembro de 1777, saiu para presidente do Convento de São Francisco de São Paulo. Foi eleito guardião do Convento de Nossa Senhora da Penha na congregação intermédia de 8 de maio de 1779. Na congregação intermédia de 25 de fevereiro de 1786 elegeram-no presidente do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Foi eleito guardião do Convento de Santa Clara de Taubaté no capítulo celebrado aos 25 de agosto de 1787, na congregação intermédia de 28 de fevereiro de 1789. Saiu eleito guardião do Convento de Nossa Senhora da Penha na congregação intermédia de 3 de março de 1792. Na congregação intermédia de 7 de abril de 1804 foi eleito guardião do Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis). Entretanto, renunciou por moléstia. Por último deu a alma a Deus na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, recebidos os Sacramentos da eucaristia e extrema-unção, a 19 de junho de 1804. Jaz na quadra em que se enterram os religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 999.