Confessor, europeu. No século se chamava Lourenço Antônio Pereira do Lago Alvim, natural e batizado na freguesia de São Vítor da cidade e arcebispado de Braga, filho legítimo de Constantino José Barbosa, natural e batizado na dita freguesia de São Vítor, e de sua mulher Maria Teresa Alvim, natural e batizada na Sé de Braga. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Joaquim de Jesus e Maria. Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 4 de março de 1798, sendo guardião o Ex-definidor Fr. Manuel Luís da Madre de Deus Teixeira, e professou no mesmo convento nas mãos do guardião Fr. José Carlos de Jesus Maria Desterro, aos 8 de março de 1799, sendo de idade de 21 anos e tomando por nome Fr. Lourenço da Piedade. Recebeu Ordens de Missa no Rio de Janeiro a 5 de outubro de 1800, conferidas pelo Exmo. Sr. Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, bispo da dita cidade, com patente do Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção. No capítulo celebrado a 2 de outubro de 1802 saiu eleito confessor de seculares. Na congregação intermédia de 7 de abril de 1804 foi eleito porteiro do Convento de Nossa Senhora da Penha. Elegeram-no presidente deste mesmo convento da Penha em 5 de abril de 1805. Tornou a ser eleito no mesmo lugar e convento na congregação intermédia de 11 de abril de 1807. Em 20 de julho de 1807, morreu afogado. Vindo conduzindo para o Convento da Penha a esmola de cal em uma canoa que se virou no mar, no lugar a que chamam o Lamarão, e salvando-se 9 escravos de Nossa Senhora da Penha, ele só se afogou. Desapareceu por três dias, depois dos quais sendo achado, se sepultou a 24 de julho do dito ano no Convento de São Francisco de Vitória.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1028.