Pregador, ex-definidor, europeu. No século se chamava José Luís de Castro, natural e batizado na freguesia de Santo Ildefonso extramuros da cidade do Porto. Filho legítimo de José de Castro Guimarães, natural da vila de Guimarães, e de sua mulher Mariana Luísa da Assunção, natural da cidade do Porto. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Manuel da Encarnação (1761-1764). Tomou o hábito no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, sendo guardião Fr. Tomás de Santa Catarina, aos 16 de maio de 1762. Por ordem do mesmo Ministro Provincial foi continuar o noviciado no Convento de São Boaventura de Macacu, onde chegou aos 30 de julho, sendo guardião Fr. José da Madre de Deus Rodrigues. Com este prelado e no mesmo Convento de Macacu professou aos 22 de maio de 1763. Foi ordenado Sacerdote na cidade da Bahia a 3 de julho de 1770, com patente do Ministro Provincial Fr. Inácio de Santa Rita Quintanilha (1770-1773), e lhe conferiu as Ordens o Exmo. Sr. Dom Fr. Manuel de Santa Inês, bispo de Angola e arcebispo eleito da cidade da Bahia. Entrou no estudo de filosofia no Convento de São Francisco de São Paulo, por ordem do Ministro Provincial Fr. Cosme de Santo Antônio (1773-1777), sendo mestre o Ir. Lente Fr. Brás de São Francisco. Porém, a teologia a teve no Convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, por vir mudado o estudo de São Paulo para o dito convento da Ilha. Saiu eleito pregador no capítulo celebrado a 6 de outubro de 1781. Serviu em vários conventos de organista. Foi eleito presidente do Convento de São Boaventura de Macacu na congregação intermédia de 25 de fevereiro de 1786, e juntamente confessor de seculares. Picou confirmado no mesmo emprego e convento sucessivamente no capítulo celebrado a 25 de agosto de 1787, bem como na congregação intermédia de 28 de fevereiro de 1789. Por demissão que fez o Pregador Fr. Manuel de Santa Teresa Possidônio do ofício de companheiro do Comissário de Terceiros do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, foi nomeado para exercer o dito ofício. Na congregação intermédia de 3 de março de 1792 elegeram-no guardião do Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis). No capítulo celebrado a 31 de agosto de 1793 foi eleito companheiro do Comissário de Terceiros do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Pelo Visitador Geral Fr. José de Santa Maria Mascarenhas foi nomeado presidente in capite do Convento de São Francisco de Vitória: governou esta casa de junho de 1796 até março de 1797. Saiu eleito em porteiro do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro na congregação intermédia de 24 de março de 1798. No capítulo celebrado a 28 de setembro de 1799 foi eleito guardião do Convento de Nossa Senhora do Amparo de São Sebastião. Saiu eleito guardião do Convento de São Boaventura de Macacu no capítulo celebrado a 2 de outubro de 1802, sendo confirmado na mesma guardiania na congregação intermédia de 7 de abril de 1804. Foi eleito em Definidor da Mesa no capítulo celebrado aos 5 de outubro de 1805. Munido com todos os sacramentos faleceu de uma debilidade de estômago na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, a 25 de setembro de 1810. No dia 26 foi sepultado em uma das sepulturas da quadra dos religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1046.