Sacerdote, Brasiliense. No século se chamava José Feliciano de Souza Bitencourt, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora do Desterro da vila de Santa Catarina (Florianópolis), bispado do Rio de Janeiro. Filho legitimo de Antônio de Souza, natural da Ilha de São Jorge, e de sua mulher Rita de Ávila Bitencourt, natural da Ilha Terceira; neto pela parte paterna de Brás de Souza de Quadros, e de sua mulher Beatriz de São José, naturais da Ilha de São Jorge; e pela parte materna de Manuel Machado de Ávila, e de sua mulher Rita Jerônima de Bitencourt, naturais da Ilha Terceira; todos das Ilhas Açores e bispado de Angra. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Joaquim das Santas Virgens Salazar (1805-1808). Tomou o hábito no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 30 de novembro de 1805, sendo guardião o Ex-Leitor Fr. Antônio Agostinho de Sant’Ana. Professou para frade do coro no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, sendo guardião o lr. Ex-Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção, no dia 1° de dezembro de 1806, tendo de idade 26 anos completos e tomando por nome Fr. José de São Feliciano. Na congregação intermédia de 14 de abril de 1810 foi admitido ao estudo no convento de São Francisco em São Paulo, tendo por Lente de Artes o lr. Ex-Leitor de Vésperas Fr. João do Espírito Santo. Com patente do Ministro Provincial Fr. Antônio de Santa Úrsula Rodovalho (1808-1811) foi ordenado sacerdote em São Paulo, aos 28 de outubro de 1810. Conferiu-lhe todas as Ordens o Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Em 27 de janeiro de 1811 apostatou do convento de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém. Em 1826 foi remetido da Bahia para a enfermaria do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, em completo estado de demência. Nesta mesma enfermaria faleceu, aos 29 de março de 1839, repentinamente, podendo apenas receber o sacramento da unção dos Enfermos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1247.