Pregador, brasiliense. No século se chamava Joaquim Corrêa dos Santos, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Vitória, capitania do Espírito Santo, bispado do Rio de Janeiro. Filho legítimo de Inácio dos Reis de Andrade e de sua mulher Tomásia de Lima, ambos naturais da sobredita freguesia e bispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Joaquim de Jesus Maria Brados (1796-1799). Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 7 de setembro de 1798 sendo guardião Fr. José Carlos de Jesus Maria Desterro. Professou no mesmo convento com o mesmo guardião, aos 8 de setembro de 1799, sendo de idade de 21 anos, pouco mais ou menos, e tomando por nome Fr. Joaquim de Santa Úrsula. Entrou no estudo de filosofia no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aberto no capítulo celebrado a 28 de setembro de 1799, sendo lente o Ex-Leitor de Prima Fr. Joaquim de Santa Leocádia. Foi ordenado in sacris pelo Exmo. Sr. Bispo do Rio de Janeiro D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco (1774-1805) com letras do Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção (1799-1802), no ano de 1800. Foi instituído confessor de seculares na congregação intermédia de 7 de abril de 1804. No capítulo celebrado a 5 de outubro de 1805 saiu eleito pregador. Na congregação intermédia de 11 de abril de 1807 elegeram-no Comissário de Terceiros do Convento de Nossa Senhora do Amparo de Santo Sebastião. No capítulo celebrado a 8 de outubro de 1808, saiu eleito presidente do Convento de Santa Clara de Taubaté. Foi nomeado Comissário de Terceiros do Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis), na congregação intermédia de 14 de abril de 1810. No capítulo celebrado a 15 de outubro de 1814 foi eleito presidente e Comissário de Terceiros do Convento de Nossa Senhora dos Anjos de Cabo Frio. Munido com todos os Sacramentos, terminou sua carreira a 22 de fevereiro de 1815 no Convento de N. P. São Francisco de Vitória. Morreu devorado por uma febre que o levou à sepultura em poucos dias.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1090.