Pregador, Ex-definidor, Brasiliense. No século se chamava Joaquim Ferreira de Miranda, natural e batizado na freguesia da Sé da cidade do Rio de Janeiro. Filho de pai incógnitos. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Antônio de Santa Úrsula Rodovalho (1808-1811), Tomou o hábito no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 23 de maio de 1810, sendo guardião o Ex-Leitor de Teologia Fr. Teotônio de Nossa Senhora da Guia, No mesmo convento fez profissão para frade do coro nas mãos do dito guardião, aos 11 de junho de 1811, tendo de idade 22 anos, pouco mais ou menos, e tomando por nome Fr. Joaquim de Jesus Mana. Foi ordenado sacerdote em São Paulo, pelo Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade, Em 17 de novembro de 1814 já estava ordenado, Na congregação intermedia de 24 de abril de 1813 foi admitido ao estudo aberto no convento de São Francisco em São Paulo, de que foi Lente o Ir. Passante Fr. Francisco do Monte Alverne. No capítulo celebrado a 18 de abril de 1818, foi nomeado confessor de seculares, predador e presidente do convento de Nossa. Senhora dos Anjos em Cabo Frio. Ficou, porém, no convento de Santo Antônio do Pio de Janeiro exercendo a presidência, pela renúncia do que havia sido nomeado, sendo confirmado neste ofício na congregação intermédia de 23 de outubro de 1819, No capítulo celebrado a 21 de outubro de 1821 foi reeleito para o mesmo emprego, porém, por circunstâncias, passou a exercer o lugar de presidente no convento de São Boaventura em Macacu. No capítulo celebrado a 5 de fevereiro de 1825 lhe concederam os privilégios de uma guardiania por serviços que alegou. Na congregação intermédia de 5 de agosto de 1826 foi eleito Sacristão-Mor e Mestre de Cerimônias no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. No capítulo celebrado a 9 de agosto de 1828 se lhe concedeu uma guardiania de privilégio. Na congregação intermédia de 20 de fevereiro de 1833 foi eleito guardião do convento da Senhora dos Anjos em Cabo Frio. Elegeram-no Definidor da Mesa no capítulo celebrado a 23 de agosto de 1834. No capítulo celebrado a 7 de abril de 1838 foi eleito guardião do convento de Santo Antônio em Santos. Pela renúncia que fez o Ir. Pregador Fr. Luís de Santo Ambrósio da guardiania de São Boaventura da vila de Macacu, foi nomeado, em 1° de abril de 1840, guardião para este convento. Exercendo este emprego, faleceu aos 24 de junho de 1840, na enfermaria do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, munido com todos os sacramentos. Acha-se sepultado na Quadra dos Religiosos deste mesmo convento do Rio de Janeiro.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1250.