Confessor, brasiliense. No século se chamava João Batista Bernardes, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Piedade da vila de Lorena, bispado de São Paulo. Filho legítimo de João Antônio Bernardes, natural e batizado no principado de Piemonte, reino (sic) da Itália, e de sua mulher Rosa Maria das Neves, natural e batizada na freguesia e vila de Paranaguá, PR, bispado de São Paulo. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de São Francisco Mendonça (1802-1805). Tomou o hábito para frade do coro no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 30 de março de 1803, sendo guardião o Pregador e Ex-definidor Fr. Fernando Antônio de Santa Rita. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião, aos 14 de setembro de 1804, por enfermar de bexigas, quando completava o ano de noviciado, sendo de idade de 22 anos, pouco mais ou menos, e tomando por nome Fr. João Batista. Com patente do Ministro Provincial Fr. Joaquim das Santas Virgens Salazar (1805-1808), foi ordenado Sacerdote em São Paulo, a 21 de julho de 1806, pelo Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Na congregação intermédia de 11 de abril de 1807 foi eleito porteiro do Convento de Santa Clara da vila de Taubaté. Foi instituído confessor de seculares no capítulo celebrado aos 8 de outubro de 1808. Na congregação intermédia de 14 de abril de 1810, tornou a ser nomeado porteiro para o Convento de Santa Clara de Taubaté. Foi eleito presidente para o mesmo convento no capítulo celebrado a 12 de outubro de 1811. Na congregação intermédia de 24 de abril de 1813 saiu eleito presidente do Convento de São Luís da vila de Itu, sendo confirmado no mesmo emprego e convento no capítulo celebrado aos 15 de outubro de 1814. Elegeram-no porteiro do Convento de São Luís de Itu no capítulo celebrado a 18 de abril de 1818. Na congregação intermédia de 26 de abril de 1823 foi eleito presidente do Convento de N. P. São Francisco da cidade de São Paulo. Com Breve Pontifício (de 4 de novembro de 1824) transitou para o clero secular do bispado de São Paulo.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1151.
Ano de falecimento igual ou posterior a 1824.