Pregador, europeu. No século se chamava Francisco Ferreira, natural e batizado na freguesia de São Cristóvão de Rio Tinto, comarca de Penafiel, bispado do Porto. Filho legítimo de João Ferreira dos Santos, e de sua mulher Teresa Martins, o ambos da mesma freguesia e bispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de Sant’Ana Flores (1793-1796). Tomou o hábito no Convento de Santo e Antônio do Rio de Janeiro, aos 31 de julho de 1796, sendo guardião Fr. José de São Joaquim Cardoso. Professou no e mesmo convento por ordem do Ministro as Provincial Fr. Joaquim de Jesus Maria Brados (1796-1799), aos 8 de dezembro de 1797, tendo 21 anos de idade, tomando por nome Fr. Francisco do Redentor, sendo guardião Fr. Manuel Luís do da Madre de Deus. Entrou no estudo de filosofia no Convento de São Francisco de São Paulo, de que foi lente o Ir. Ex-Leitor de Prima Fr. Francisco da Candelária. No dia 19 de fevereiro de 1801, com dimissórias de Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção da (1799-1802), foi ordenado Presbítero em São Paulo, pelo Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Foi instituído confessor de seculares e pregador na congregação intermédia de 7 de abril de 1811. No capítulo celebrado a 8 de outubro de 1808 foi eleito presidente do Convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis), mas renunciou por causas justas. Na congregação intermédia de 14 de abril de 1810 nomearam-no presidente do convento do Senhor Bom Jesus da Ilha. No mês de março de 1811, vindo da Ilha de Conselheiro Azevedo para o seu convento em uma pequena canoa, virou-se esta, e ele morreu afogado. Seu cadáver, depois de alguns dias, apareceu e foi sepultado no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1058.