lr. Pregador, brasiliense. No século se chamava Francisco Teixeira do Nascimento, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Vitória, capitania do Espírito Santo, bispado do Rio de Janeiro. Filho legítimo de Joaquim José da Conceição, e de sua mulher Ana Maria da Assunção, ambos naturais e batizados na sobredita freguesia de Nossa Senhora da Vitória. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção (1799-1802). Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, sendo guardião o lr. Ex-definidor Fr. Inácio da Anunciação, aos 15 de dezembro de 1799. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião, aos 21 de dezembro de 1800, sendo de idade de 19 anos e tomando por nome Fr. Francisco do Nascimento Teixeira. Com patente do Ministro Provincial Fr. João de São Francisco Mendonça (1802-1805) foi ordenado Sacerdote em São Paulo, a 31 de dezembro de 1803. Conferiu-lhe todas as Ordens o Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Na congregação intermédia de 7 de abril de 1804 foi instituído confessor de seculares e admitido ao estudo no Convento de São Francisco de São Paulo, sendo seu mestre de Artes o lr. Ex-Leitor de teologia Fr. Inácio de Santa Justina. Na congregação intermédia de 14 de abril de 1810 foi eleito pregador e nomeado presidente para o Convento de Nossa Senhora da Penha. Em setembro de 1811 serviu de presidente in capite do Convento de São Francisco da vila de Vitória. No capítulo celebrado a 12 de outubro de 1811 foi eleito presidente do convento do Senhor Bom Jesus da llha, sendo confirmado no mesmo emprego e convento na congregação intermédia de 24 de abril de 1813. No capítulo celebrado a 14 de outubro de 1814 saiu eleito guardião do Convento de N. P. São Francisco da vila de Vitória, por provisão do Senhor bispo diocesano do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho (1806-1833), em 1º de dezembro de 1817, foi nomeado vigário para a freguesia de Nossa Senhora da Conceição na povoação de Viana (Santo Agostinho), província do Espírito Santo. Conservou-se neste emprego até a morte. Munido com todos os Sacramentos faleceu de uma violenta biliosa no Convento de São Francisco da vila da Vitória, aos 25 de agosto de 1825. Jaz sepultado na quadra dos religiosos daquele convento.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1150.