Pregador, Ex-definidor, Ex-Provincial, europeu. No século se chamava Francisco Domingues Torres, natural e bati/ado na freguesia de Santo André de Canadelo. Filho legítimo de Manuel Domingues Torres, batizado na freguesia de São Miguel de Arcozelo, e de sua mulher Josefa Maria de Jesus, batizada na sobredita I freguesia de Santo André de Canadelo, todas do bispado do Porto. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de Sant´Ana Flores (1793-1796). Tomou o hábito no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, a 19 de maio de 1795, sendo guardião o lr. Pregador Fr. José de São Joaquim Cardozo. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião a 22 de maio de 1796, sendo de idade de 20 anos e tomando por nome Fr. Francisco de Santa Gertrudes. Entrou no estudo de filosofia, que se abriu no convento de São Francisco em São Paulo, de que foi Mestre o Ex-Leitor de Prima Fr. Francisco da Candelária, eleito na congregação intermédia de 24 de março de 1798. Com patente do Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção (1799-1832), foi ordenado sacerdote em São Paulo, a 12 de janeiro de 1800, pelo Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade. Em 1801 serviu de superior da Aldeia de Nossa Senhora da Escada, pelo falecimento do superior Fr. Manuel de Sant’Ana Ribeiro. No capítulo celebrado a 2 de outubro de 1802 foi eleito confessor de seculares. Em data não declarada foi instituído pregador e passante para o estudo do convento de São Paulo. Renunciou a passantaria por causas atendíveis. Na congregação intermédia de 11 de abril de 1807 foi eleito presidente do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Na congregação intermédia de 24 de abril de 1813 levou-se-lhe em conta uma guardiania de direito, em atenção a seus grandes serviços. No capítulo celebrado a 15 de outubro de 1814 saiu eleito guardião e comissário de Terceiros para o convento de São Bernardino da Ilha Grande (Angra dos Reis), de cujos empregos fez renúncia, a qual lhe foi aceita. No capítulo celebrado a 18 de abril de 1818 levou-se-lhe em conta uma guardiania em Definitório e Discretório. Foi eleito Secretário da Província na congregação intermédia de 23 de outubro de 1819. Atendida a complicação dos empregos que ocupava, concedeu-lhe a Mesa Definitória que esta secretaria de um ano e meio lhe fosse contemplada, como se a fizesse por 3 anos. No capítulo celebrado a 20 de outubro de 1821 foi eleito Definidor da Mesa. Aos 27 de julho de 1822 (oi empossado dos privilégios de Padre da Província, por Breve do Senhor internúncio de Sua Santidade, na Corte de Lisboa. No capítulo celebrado a 5 de fevereiro de 1825 tornou a sair Secretário da Província. Aos 4 de agosto de 1826 apresentou um Breve em que Sua Santidade lhe concedia em remuneração dos serviços que tinha feito à Província os privilégios, prerrogativas e direitos dos Ex-Provinciais, com que concordaram unanimemente os Padres da Mesa. Pela falta de Fr. José de Santa Miquelina, falecido aos 30 de maio de 1826 na atualidade de Definidor, entrou como Definidor sub-rogado. Fez renúncia da sub-rogação, em 10 de outubro de 1826, o que lhe foi aceito pelo Definitório. Munido de todos os sacramentos faleceu aos 12 de dezembro de 1838, pelas 4 horas e meia da tarde, na enfermaria do convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1242.