Lente de Prima, europeu. No século se chamava Bernardo José Marinho, natural do arcebispado de Braga, batizado na Sé da dita cidade e filho de pais incógnitos. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. José dos Anjos Passos. Tomou o hábito a 9 de agosto de 1784 no Convento de São Boaventura de Macacu, sendo guardião Fr. Inácio da Anunciação, onde fez 4 meses de noviciado. Depois por ordem do Ministro Provincial Fr. Fernando de São José Menezes passou a completar o resto do ano de noviciado no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, de que era guardião Fr. Joaquim de Jesus Maria, e no qual professou a 23 de outubro de 1785, sendo de 18 anos pouco mais ou menos, e tomando por nome Fr. Bernardo da Pureza. Foi ordenado Presbítero a 29 de maio de 1790, na cidade do Rio de Janeiro, com dimissórias do Ministro Provincial Fr. José do Desterro. Conferiu-lhe todas as Ordens D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castello Branco, Bispo da dita cidade. Foi eleito confessor de seculares e colegial do estudo de filosofia no capítulo celebrado a 31 de agosto de 1793. Na congregação intermédia de 24 março de 1798 saiu eleito pregador e passante do Convento de São Francisco de São Paulo. No capítulo celebrado aos 28 de setembro de 1799 elegeram-no Comissário de Terceiros do mesmo Convento de São Paulo. Na congregação intermédia de 28 de março de 1801 foi eleito mestre de teologia para o sobredito convento e no 1º dia de dezembro foi deputado para lente de prima. No capítulo celebrado aos 2 de outubro de 1801 tornou a ser eleito Comissário de Terceiros do Convento de São Paulo. Com Breve Pontifício transitou para o clero secular em São Paulo, em novembro de 1803.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 981.
Ano de falecimento igual ou posterior a 1803.