Lente Jubilado, Padre da Província, europeu. No século se chamava Antônio José de Macedo e Silva Bacellar, natural e batizado na freguesia de São Salvador de Cervães, arcebispado de Braga. Filho legítimo de Manuel de Macedo e de sua mulher Ana da Silva Bacellar, ambos naturais e batizados na sobredita freguesia e arcebispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. João de Sant’Ana Flores (1793-1796). Tomou o hábito no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha, a 25 de fevereiro de 1794 sendo guardião o Ex-Leitor Fr. José Mariano do Amor Divino Duque. Professou no mesmo convento e com o mesmo guardião, aos 19 de março de 1795 sendo de idade de 24 anos, pouco mais ou menos e tomando o nome de Fr. Antônio do Bom Despacho. Entrou no estudo a que se abriu no convento São Francisco de São Paulo e teve por lente o Ex-Leitor de teologia Fr. Jesus Maria Brados (1796-1799). Foi ordenado Sacerdote em São Paulo a 6 de agosto de 1797. Conferiu-lhe todas as Ordens o Exmo. Sr. Dom Mateus de Abreu Pereira, bispo da dita cidade Foi instituído confessor de seculares na congregação intermédia de 24 de marco de 1798. No capítulo celebrado a 28 de setembro de 1799 saiu eleito pregador e passante do curso de filosofia do Convento de São Francisco de São Paulo em lugar do passante Fr. José da Virgem Maria, que foi eleito lente de teologia moral. Elegeram-no para lente de Completas do curso teológico do Convento de São Francisco de São Paulo no dia 1» de dezembro de 1801. Na congregação intermédia de 7 de abril de 1804 foi eleito Comissário de Terceiros, para este mesmo Convento de São Paulo. Foi eleito lente de Artes para o estudo no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro na congregação intermédia de 11 de abril de 1807. Saiu eleito lente de Prima para este mesmo convento na congregação intermédia de 14 de abril de 1810. Foi eleito lente de teologia Dogmática para o Convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo da cidade de São Paulo, por uma carta do Exmo. Sr. Núncio Apostólico Dom Lourenço Caleppi, de 31 de outubro de 1811. A 7 de março de 1814 apresentou ao Reverendo Definitório Breve em que o Exmo. Sr. Núncio lhe concedia os privilégios e isenções de Lente Jubilado. No mesmo ano de 1814 serviu de presidente in capite do Convento de São Francisco da cidade de São Paulo. No capítulo celebrado a 15 de outubro de 1814 elegeram-no guardião do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Na congregação intermédia de 20 de abril de 1816 foi eleito Comissário de Terceiros para este mesmo Convento de Santo Antônio. Antes, por mercê e Breve Apostólico do Exmo. Sr. Núncio foi condecorado com as honras de Padre da Província. No capítulo celebrado a 18 de abril de 1818 foi reeleito em Comissário de Terceiros do mesmo convento, para o que alcançou um Breve do Exmo. Sr. Núncio Apostólico. Na congregação intermédia de outubro de 1819 continuou no gozo daquela graça que fora concedida aos irmãos Terceiros por 3 anos. Munido com todos os Sacramentos faleceu de hidropisia na enfermaria do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, aos 11 outubro de 1822. Jaz em uma das sepulturas em que se costumam sepultar os religiosos.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1135.