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Franciscano/a

  • Identificador:
    10260
    Nome:
    Fr. Antônio de Santana Galvão, OFM
    Sexo:
    Data de ingresso:
    15/04/1760
    Data de falecimento:
    23/12/1822
    Lugar de nascimento: Guaratinguetá, SP
    Estado eclesiástico:
    Notas Biográficas:

    Pregador, ex-definidor, brasiliense. No século se chamava Antônio Corrêa Galvão de França, nascido pelos anos de 1738 ou 1739, natural e batizado na freguesia de Santo Antônio da vila de Guaratinguetá, bispado de São Paulo. Filho legítimo de Antônio Galvão de França, capitão-mor da mesma vila, natural da cidade do Faro, Reino do Algarve, e de sua mulher D. Isabel Leite de Barros (+ 1755), natural e batizada na sobredita freguesia de Santo Antônio, que se casaram em Pindamonhangaba pelo ano de 1735. Em 1751 foi mandado para o seminário de Belém em Cachoeira, BA, estudar gramática com os Padres da Companhia de Jesus. Em 1757 estava novamente em sua terra natal. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Francisco da Purificação (1757-1761). Tomou o hábito no Convento de São Boaventura de Macacu, sendo guardião o lr. Confessor Fr. José das Neves, aos 15 de abril de 1760. Professou no mesmo convento, sendo guardião o Pregador Fr. José da Madre Deus Rodrigues, aos 16 de abril de 1761 tomando por nome Fr. Antônio de Sant´Ana Galvão. Com patente do Ministro Provincial Fr. Manuel da Encarnação (1761-1764), foi ordenado Sacerdote no Rio de Janeiro, a 11 de julho de 1762 pelo Exmo. Sr. Dom Fr. Antônio do Desterro, OSB (1745-1773), 6º bispo da dita cidade. Foi admitido ao estudo de filosofia no Convento de N. P. São Francisco na cidade de São Paulo, na congregação intermédia de 23 de julho de 1762. Na congregação intermédia de 23 de julho de 1768 foi eleito pregador, confessor de seculares e porteiro do Convento de São Francisco da cidade de São Paulo, sendo reeleito para este mesmo emprego no capítulo celebrado a 27 de janeiro de 1770, bem como no capítulo celebrado a 30 de janeiro de 1773. Na eleição capitular de 13 de dezembro de 1777 foi nomeado para Comissário de Terceiros do Convento de São Francisco de São Paulo. Na congregação intermédia de 8 de maio de 1770, tornou a ser nomeado para o mesmo ofício no mesmo convento. No capítulo celebrado a 6 de outubro de 1781 saiu eleito presidente e Mestre de Noviços do Convento de São Boaventura de Macacu. Entretanto, o Exmo. Sr. Dom Fr. Manuel da Ressurreição, bispo de São Paulo, o não deixou tomar posse deste emprego, só a fim de não privar seu bispado de tão virtuoso religioso, e guardando em sua mão a obediência que o Revmo. Provincial Fr. José dos Anjos Passos (1781-1784), remetera ao dito Exmo., talvez por conjecturar a amargura que todos os habitantes de São Paulo experimentariam na ausência deste Padre que logo que na religião ingressou até o presente dia tem tido um procedimento exemplaríssimo, pela qual razão o aclamam Santo. Pela sua direção e assistência apurada se levantou um grande convento nos arredores de São Paulo, onde tem entrado muitas virgens com suas orações atraem para este santo Asilo, outras muitas senhoras que vivem da Divina Providência, sem fundos sem créditos. Este convento está fundado no lugar onde houve uma capela da Senhora da Luz, chama-se hoje o convento da Divina Providência, ereto a desvelos do Pe. Galvão, diretor deste viveiro de Santas. Na congregação intermédia de 3 de março de 1792 saiu eleito comissário do Convento de São Francisco de São Paulo. No capítulo celebrado aos 24 de setembro de 1796 por unânime consenso do Definitório e Discretório se lhe concedeu o privilégio de uma presidência e uma guardiania, em atenção aos seus mui avultados merecimentos e serviços. Na congregação intermédia de 24 de março de 1798 saiu eleito em guardião do Convento de N. P. São Francisco da cidade de São Paulo. Opôs-se a esta eleição o Senhor Bispo (Dom Mateus de Abreu Pereira) e a Câmara de São Paulo, na suposição de que por esse título o queriam subtrair da direção do convento da Divina Providência, para cujo fim escreveram ao Ministro Provincial Fr. Joaquim de Jesus Maria Brados (1796-1799), cartas bem dignas do merecimento deste religioso, pedindo também a demissão de sua guardiania. Entretanto, certificados de que nesta eleição não se procurou mais do que atender aos serviços do Pe. Galvão e à necessidade de seu préstimo, ficaram todos em paz, e ele exercendo o seu ministério até chegar o tempo do capítulo provincial, em que devia assistir de vogal, saindo do convento a pé e pregando algumas vezes a instâncias dos párocos, onde se hospedava, e sempre more apostólico fez a sua viagem de São Paulo até o Rio de Janeiro. Celebrado o capítulo a 28 de setembro de 1799 regressou para São Paulo a continuar a mesma direção espiritual e temporal do dito convento da Divina Providência, que está já acabado e completo com o favor de Deus. Na congregação intermédia de 28 de março de 1801, foi segunda vez eleito em guardião do Convento de N. P. São Francisco da cidade de São Paulo. Por um Breve do Senhor Núncio Apostólico pedido pelo Ministro Provincial Fr. Antônio de São Bernardo Monção (1799-1802), goza dos privilégios de Definidor, dos quais foi empossado, quando segunda vez veio votar a capítulo (2 de outubro de 1802), depois do que voltou para São Paulo a continuar a mesma direção do convento da Divina Providência. Por um Breve do Exmo. Sr. Núncio Apostólico foi constituído Visitador Geral e Presidente do Capítulo no ano de 1808. Renunciou e não tomou posse do ofício por justas causas (por estar gravemente enfermo). Neste provincialado que começou em (8) de outubro do ano dito (1808) é no Convento de São Francisco de São Paulo o Comissário do Ministro Provincial, o qual ofício muitas vezes tem exercitado. Mas por moléstias fez logo renúncia do dito ofício de Comissário. Tudo quanto se pode dizer deste Religioso está lançado nesta folha com toda a individuação. O que se pode acrescentar é que em nada tem diminuído os créditos devidos à sua virtude, antes cada vez mais tem merecido a admiração e o respeito dos povos que olham para ele como um Varão Apostólico, ornado de todas as virtudes. E o conceito que dele formam, é sem dúvida o de um Santo. O seu nome é em São Paulo, mais que em outro qualquer ouvido com grande confiança. E não uma só vez de lugares remotos muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades. Assim se conservou até os últimos anos de sua vida, em que foi atacado de gravíssimas enfermidades, pelas quais deu as últimas provas de sua conformidade, principalmente nos últimos anos, em cujo estado assim mesmo serviu de sustentáculo à boa ordem daquele convento, de quem foi seu fundador. Munido com Iodos os Sacramentos, morreu de velho, a 23 de dezembro de 1822, no mesmo convento da Luz (ou seja, da Divina Providência), onde se achava por consentimento dos prelados em tratamento de sua saúde, tendo uma morte como se esperava de uma vida tão ajustada. Querendo o guardião de São Paulo (Fr. Luís Gonzaga de Santa Gertrudes) levá-lo para o enterrar no Convento de São Francisco, o povo desta cidade requereu ao Exmo. Sr. Bispo (Dom Mateus de Abreu Pereira) para ser ali mesmo na Luz sepultado, ao que Sua Excelência houve por bem anuir dirigindo para isto uma portaria ao prelado daquele convento. Ali jaz debaixo da lâmpada de Nossa Senhora em uma nova sepultura que para este fim se abriu. O processo informativo sobre a vida e virtudes do Servo de Deus Fr. Antônio de Sant’Ana Galvão, visando sua beatificação, foi instaurado em São Paulo, no ano de 1949, e encaminhado para Roma.

    Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1136.

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como citar este conteúdo
ELLEBRACHT, Sebastião. Fr. Antônio de Santana Galvão, OFM. Rede Internacional de Estudos Franciscanos no Brasil. Disponível em: https://riefbr.net.br/pt-br/content/fr-antonio-santana-galvao-ofm. Acessado em: 05/04/2025.