Ex-Leitor, europeu. No século se chamava Antônio José Vieira, nasceu em 1755, natural e batizado na freguesia de Santa Maria de Alcáçovas, da cidade e bispado de Elvas. Filho legítimo de Antônio José Vieira e de sua mulher Teresa de Jesus, naturais da mesma freguesia e bispado. Foi aceito à Ordem pelo Ministro Provincial Fr. Lourenço Justiniano de Santa Teresa. Tomou o hábito no Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, sendo guardião o Ex-definidor Fr. Manuel de Santo Tomás, aos 24 de fevereiro de 1792. Professou no mesmo convento a 25 de fevereiro de 1793, sendo guardião Fr. José Carlos de Jesus Maria Desterro. Entrou no estudo de filosofia, de que foi lente o Ex-Leitor de Prima Fr. Francisco da Candelária, eleito no capítulo celebrado a 31 de agosto de 1793. Foi ordenado sacerdote no Rio de Janeiro, aos 3 de março de 1798. Conferiu-lhe as Ordens o Exmo. Sr. Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castello Branco, bispo da dita cidade, com patente do Ministro Provincial Fr. Joaquim de Jesus e Maria. Foi eleito pregador e confessor de seculares na congregação intermédia de 24 de março de 1798. No capítulo celebrado a 28 de setembro de 1799 saiu eleito passante de filosofia do curso do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Foi eleito lente de teologia para o mesmo convento no capítulo celebrado em 2 de outubro de 1802. Aos 18 de janeiro de 1806 transitou para o clero secular. Nota: Depois de egresso da Ordem era conhecido como Pe. Antônio Vieira da Soledade. Foi professor da S. Escritura no seminário episcopal de São José do Rio de Janeiro e examinador Sinodal. Foi agraciado com o título de pregador régio. Criada em 1813 a vigararia episcopal do Rio Grande do Sul, foi desde 1814 seu primeiro Vigário Geral. Sendo Cônego extranumerário da Capela Real exerceu o ministério de coadjutor da freguesia da Madre de Deus de Porto Alegre, com direito à sucessão. Foi ainda Deputado da Constituinte e desde 1826 Senador pela Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Faleceu em Porto Alegre a 16 de dezembro de 1836.
Na referência bibliográfica Religiosos Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil na Colônia e no Império, de Fr. Sebastião Ellebracht, é o frade nº 1014.